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terça, 27 março 2018 11:55

(2016) O Drive Camp continua em marcha

O segundo dia da semana da segurança rodoviária foi dedicado à demonstração de meios das forças de segurança e ao conhecimento aprofundado das consequências da sinistralidade rodoviária. Os 50 participantes do Brisa Student Drive Camp começaram por animar o Largo do Papa, no centro de Leiria.

 Divididos em quatro grupos, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer as diferentes unidades e formas de atuação da Guarda Nacional Republicana (GNR). Do destacamento de trânsito ao de intervenção, passando pela equipa de cavalaria e pelos recursos cinotécnicos (equipas de cães), a interação com os militares desta força de segurança prolongaram-se durante toda a manhã.

DE acordo com o Guarda Principal, Bruno Rodrigues, do departamento dos programas especiais, esta ação teve o objetivo, para além de “dar a conhecer as diferentes facetas de atuação da GNR”, de desmistificar “o preconceito muitas vezes existente relativamente a várias forças de segurança – o do polícia mau”. A comunicação, destacou, é “centrada na segurança rodoviária”, expressando ainda o desejo de que estes jovens “levem esta mensagem para casa”. Durante a demonstração da equipa de cavalaria, o responsável pela ação destacou a forma como os cavalos “oferecem maior visibilidade às patrulhas”, ao emitirem mais ruído e serem mais lentas.

Já relativamente à equipa cinotécnica, um dos treinadores explicou aos jovens que este recurso tem especial importância na região de Leiria, tendo em conta a “abrangência da GNR nos meios rurais”, sobretudo no que toca “à busca de pessoas desaparecidas em grandes áreas”. Isto, para além das habituais tarefas de deteção de estupefacientes, dinheiro ou armas. Conforme relembrou o responsável pela demonstração de meios na área da unidade de intervenção, esta é “uma área mais reservada”. Não é um patrulhamento que se veja no dia a dia”, reforçou. Por essa razão, esta foi uma oportunidade “para os jovens contactarem com esta realidade”. Também presentes no local, alguns profissionais da unidade de trânsito mostraram, nas palavras de uma das militares, “o trabalho diário” deste destacamento e respetivos meios utilizados. De igual forma, salientou a responsável, esta ação serviu para “esclarecer algumas dúvidas” dos participantes, nomeadamente no que toca à fiscalização de trânsito. Da emergência à recuperação No auditório do Centro Hospitalar de Leiria, a médica Helena Vasconcelos começou por expressar um desejo: “por melhor aspeto que este hospital tenha, é melhor que não venham cá parar”. Durante a tarde, os 50 participantes do Brisa Student Drive Camp puderam conhecer em profundidade esta unidade hospitalar, visitando algumas das áreas envolvidas na receção, encaminhamento, tratamento e recuperação das vítimas de acidentes rodoviários. A visita começou pela demonstração dos recursos utilizados na receção dos utentes. Num dos parques de estacionamento do hospital, o técnico de emergência do INEM, Joaquim Melo, explicou aos participantes a diferença entre um Veículo Médico de Emergência Médica (VMER) e uma ambulância.

A maior diferença, realçou, é que o VMER “não transporta vítimas”. De acordo com o enfermeiro Paulo Crespo, este veículo é especialmente importante na região de Leiria, uma área populacional com cerca de 400 mil pessoas, ao proporcionar “uma maior mobilidade” na intervenção. O grupo de participantes seguiu depois para a Urgência Pediátrica, onde a médica responsável explicou o funcionamento dos equipamentos e das técnicas habitualmente utilizadas. De acordo com a profissional de saúde que recebeu os estudantes na unidade de internamento pediátrico, esta área é dedicada aos jovens “até aos 17 anos e 364 dias de idade”, sendo que, a partir daí, são encaminhados para a urgência geral. Esta área conta com um sistema anti rapto, informou, onde uma pulseira eletrónica colocada nos utentes até aos 5 anos, impede a criança de sair do edifício.

A visita terminou no serviço de reabilitação, onde, para além de visitar os espaços, os 50 participantes tiveram a oportunidade de assistir a um vídeo com testemunhos reais de utentes inseridos nesta unidade. No final do vídeo, destacou-se uma das frases citadas: “diz-se que só acontece aos outros, não acontece a mim. A mim, aconteceu-me”. De acordo com Helena Vasconcelos, esta visita serviu para demonstrar como “independentemente da gravidade das lesões”, podem existir “sequelas irreversíveis”. Por essa razão, destacou, há uma importância acrescida em informar e sensibilizar as gerações mais jovens.

O dia de atividades terminou com a palestra de Salvador Mendes de Almeida. O Presidente da Associação Salvador relatou a forma como um acidente de mota aos 16 anos alterou radicalmente a sua vida, deixando-o tetraplégico. Porém, realçou, as adversidades não devem condicionar os nossos sonhos: “a vida é difícil mas é nessa dificuldade que está a beleza – ultrapassar barreiras torna-nos mais felizes e realizados”.

O Brisa Student Drive Camp continua amanhã com a atividade Academia Brisa de Condução, no Centro de Coordenação Operacional da Marinha das Ondas.