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terça, 27 março 2018 11:55

(2016) O Drive Camp fez-se à pista

O quarto dia do Brisa Student Drive Camp 2016, velocidade e segurança estiveram lado a lado. O dia começou com uma visita ao quartel dos Bombeiros Municipais de Leiria. Aí, os participantes foram divididos em quatro grupos e ficaram a saber mais sobre Suporte Básico de Vida, os equipamentos e procedimentos utilizados, bem como a logística envolvida no quotidiano destes profissionais.

Antes, o bombeiro Roberto Morgado realizou uma apresentação centrada na Proteção Civil. “Vocês são o braço armado da Proteção Civil”, começou por relembrar, acrescentando: “a prevenção começa em todos nós e em cada um de vocês”.

Depois de explicar a orgânica da Proteção Civil em Portugal, nomeadamente ao nível nacional, distrital e municipal, Roberto Morgado detalhou as responsabiliadades dos bombeiros. Em Portugal, revelou, existem cerca de 40000 bombeiros voluntários e 6300 profissionais, sendo que estes últimos se concentram sobretudo nas capitais de distrito. Já numa das estações, Leonardo Pereira explicou aos jovens estudantes o funcionamento dos equipamentos dos bombeiros. Quanto aos veículos, salientou, são divididos em veículos de primeira intervenção e especializados. Alguns dos mais utilizados são os veículos de escada, de incêndios urbanos e de desencarceramento.

No mesmo espaço, Roberto Morgado explicou aos participantes a melhor forma de transportar uma vítima de acidente. Salientando a importância de imobilizar o pescoço, o bombeiro demonstrou ainda o funcionamento de alguns equipamentos como a maca de vácuo, sobretudo usada em vítimas com politraumatismos. Numa das salas do quartel, o bombeiro Neves Silva centrou a sua explicação no Suporte Básico de Vida. Segundo Neves Silva, o tempo pode fazer toda a diferença no sucesso da intervenção. “Se atuarmos no primeiro minutos, temos 98% de hipóteses de recuperar a vítima”, destacou. Ao fim de quatro minutos, essa percentagem cai para os 50%. Depois de seis minutos, é apenas de 11%.

No sistema de gestão de operações, os estudantes simularam um incêndio numa indústria, de forma a colocar em evidência as características do software utilizado nesta tarefa. Calculando variáveis como o grau de risco, o número de feridos ou as condições de acesso, o programa calcula quais os meios ideais para a intervenção. No entanto, salientou o responsável pela ação, “a última palavra é sempre do chefe de sala”. Da pista à inspeção Depois de almoço, tempo para uma visita ao Kartódromo Internacional de Leiria, onde os 50 participantes puderam conhecer o percurso e compreender a importância de garantir as condições de segurança quando atrás de um volante.

Ao final da tarde, houve ainda espaço para uma visita às instalações da Controlauto – empresa do Grupo Brisa – com o intuito de evidenciar a importância deste processo no evitar de acidentes. Assim, os 50 estudentes conheceram as técnicas de avaliação dos sistemas de luzes, da suspensão, direção, travões e ainda da emissão dos gases de escape. “Os centros de inspeção não são todos iguais”, destacou um dos responsáveis do centro, “mas todos têm o mesmo propósito” – a manutenção da segurança.

No penúltimo dia do Brisa Student Drive Camp 2016, foi também tempo de celebração, com o jantar que assinalou mais uma edição desta semana de atividades e que contou com a presença de representantes das várias edições parceiras. Foi já no final da refeição que um dos participantes, Franscico Sequeira, pediu a palavra para “agradecer a oportunidade fantástica que foi esta semana”. Pouco depois, o Vice-Presidente do Politécnico de Leiria, Rui Barbosa, garantiu que a sua instituição de ensino terá sempre “as portas abertas” a este tipo de iniciativa. Rui Barbosa expressou ainda a certeza que a importância das aprendizagens retidas pelos participantes será ainda mais reconhecidas pelos mesmos, no futuro.